
É, talvez esse texto sirva mais para confundir do que para explicar como podemos fazer para escolher um candidato nessas eleições e nas próximas. É algo que me inquieta e que levo muito a sério. Decidir sobre em quem irei oolocar minhas esperanças na condução da política no meu tão amado Estado e País, que irá refletir na vida daquelas pessoas que muito estimo, e tantas outras que não conheço, mas que merecem toda a consideração e bom trato.
Na escolha para presidência sempre penso num projeto que venha a fortalecer o país, pensando nas regiões como um todo, e pensando na diminuição das desigualdades sociais que há muito estão presentes na nossa história. Não quero um líder ou uma líder nacional que esteja motivado a conduzir o crescimento de uma, ou algumas regiões em particular, mas que pense no todo, observando um norte de justiça social, com distribuição de renda, para um crescimento igualitário, na medida do possível. Há, da mesma forma, a questão ideológica que também levo muito em conta. O nosso presidente, líder maior, tem que ser alguém com ideologias próprias e de visão de mundo diferenciada, tem que ter a capacidade do diálogo, da mudança, ter pulso firme e a sensibilidade de conduzir uma nação tão cheia de riquezas e diferenças culturais.
No nosso Estado, Paraíba, a política tem me feito refletir ainda mais. Temos um Estado pobre, porém com grande potencial de crescimento. Acho que não podemos mais continuar com uma política de dois lados, onde um é o vermelho e o outro é amarelo. Isso é coisa de antigamente, parece até quadro de programa humorístico. Temos que colorir nossa política, colocar novos rostos no cenário paraibano.
A maioria dos que atuam politicamente são movidos por ambições pessoais no nosso Estado e isso me entristece muito. Quando vejo alguém na rua, trabalhando muito por este ou aquele político, logo vejo por trás de tudo isso uma vontade pessoal de assenção, não existe como prioridade o "pensar na coletividade". Pessoas sem nenhum preparo são apontados como favoritos às eleições. Quando falo sobre preparo não me refiro a ser um doutor ou um analfabeto, mas pessoa sem preparo político, sem ideologia, sem saber sequer o que fará se for eleito. Podem ter certeza, a maioria dos que estão a frente nas pesquisas são homens por trás de partidos e empresários que custeiam suas campanhas, esmagando qualquer outro que tenha verdadeiros ideais políticos de mudança para nosso Estado.
Estamos num momento de safra nova, eu diria, na política paraibana. Os filhos de muitos políticos querendo assumir cargos. Parece que a coisa pública virou coisa de família. No nosso Estado esse coronelismo maquiado vem de tempos e nós, população, devemos pensar sobre essa questão com maior cuidado. Não acho que por ter família envolvida na política o candidato é má pessoa, mas acho que tende a ser um mal político. Quem começa a achar que é dono de um Estado ou dono da vontade de uma população começa a colocar suas ambições pessoais sempre a frente das ambições da maioria, e isto é muito prejudicial.
Vejo como esses jovens conseguem corromper aqueles que os seguem. Desde as campanhas milionárias, que tiram dos outros candidatos até mesmo a possibilidade de mostrar idéias, até aquele velho pagamento de "birita" em bares para eleitores desavisados. É este é o retrato de muitos jovens candidatos no nosso Estado.
Não voto em cadidatos assim. Que não expõem suas PROPOSTAS, que não têm história política nem social, que nunca lutaram por melhorar as condições do nosso povo, mas que sempre levaram seu tempo em gastar o dinheiro dos seus pais e da população. Lhes digo, não pensem que não estamos de olho, estamos sim, e sabemos o que andam fazendo com o dinheiro público, nós não somos idiotas, a população da Paraíba pensa, não é massa de manobra.
Acredito que minha forma de pensar sobre política é uma forma séria. Não sou partidarista e nem acho que as pessoas devam ser. Olho o candidato, suas atitudes antes de ser candidato, não levado por moralismos, mas na observação de se o nosso possível representante já atuou alguma vez na busca da melhoria social e do bem coletivo.
As pessoas na Paraíba acham que o bom político é o que "traz verbas". É aquele que deu mais coisas a minha cidade. É aquele que conseguiu ambulância quando alguém da família precisou. Eu lhes digo, essas são todas obrigações dos políticos, que devem ser realizadas para a coletividade de maneira igual, sem discriminações. Vejo que o verdadeiro político, e neste eu deposito meu voto, é o que é capaz de refletir e trazer novas idéias, é aquele que tem ideais e modifica a situação, não com obras somente, mas com mudança de ideologia na população, tornando-a mais consciente do seu papel de mudança e de respeito mútuo.
Pensem muito quando forem votar nos seus candidatos. Eu tenho minha forma de pensar sobre o assunto e levo muito a sério quando o faço. Não sou o dono da verdade e esta talvez nem seja a forma correta de votar, mas é a que eu sigo e acho que se fizéssemos assim nossos políticos teriam mais respeito com a população e com a coisa pública e não teriam a certeza de que podem nos comprar pagando bebidas, dando empregos ou com conversa fiada. Políticos com ideologia é o que nós precisamos.
Nós estamos de olho!!! :]